Em Agosto passado, enderecei uma carta ao Presidente da República cujo conteúdo denunciava graves actos de ilegalidade cometidos pelo Procurador-Geral da República, ao acumular esta função com a de sócio-gerente de algumas empresas privadas.Vários cidadãos me têm perguntado sobre o silêncio do Chefe de Estado e do Governo sobre as referidas denúncias. Tenho respondido que, da parte do Presidente da República, não se pode nem se deve esperar qualquer reacção positiva contra a corrupção e pelo respeito às leis em vigor. Tenho argumentado que José Eduardo dos Santos personifica a promiscuidade por si próprio denunciada como o pior mal do seu governo.Também tenho afirmado que o desrespeito pelas leis estabelecidas é uma constante no quotidiano de Sua Excelência.
Face a essas interrogações, apresento, numa breve abordagem investigativa, as práticas da Fundação Eduardo dos Santos (FESA) como caso de estudo sobre o comportamento do Presidente da República em relação aos órgãos de soberania, à legislação em vigor e à corrupção.
